eu tava lá


Um baba na Ponta do Mutá
10 Novembro 2009, 2:44 pm
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baba

o do cabelinho de surfista negociou feito um executivo pra completar a turma.

o jogador que faltava foi festejado feito um velho amigo, mas acho que ninguém sabia nem o nome dele.

o gordinho, como sempre, ficava no gol.

o mais novo, como sempre, ficava no outro.

torcedor podia tomar cerveja. e eu faria uma hola por causa disso, não fosse a preguiça.

a lateral do campo era o mar. daí pra lá começava o pólo aquático.

bambu servia de trave. dois em um era falta. bola dividida era da defesa. gol era gol.

e cada tempo durava uma eternidade, que é a medida de tempo oficial da Bahia.



Atlético x Cruzeiro – Camp. Brasileiro de 2001
5 Novembro 2009, 11:34 am
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Atlético-MG 2×2 Cruzeiro

Por Fábio Cosenza

Tenho certeza que, ao ler o título acima, muitos atleticanos já sentiram aquele arrepio que percorre a espinha, passa pela alma e acaba em um sorriso. Já se lembraram de como é estranho não sentir seus pés no chão (literalmente) enquanto se comemora loucamente um gol improvável. Já pensaram: “Se aquela bola do Alexandre entra, o Mineirão tinha caído”. Para os que não estiveram lá, ou não se lembram bem, escrevo a história que se segue.

O dia era 6 de outubro de 2001. Seria uma tarde quente de domingo comum, se não fosse dia de Clássico. Aliás, teria sido uma semana comum, se não fosse semana de Clássico. Atlético x Cruzeiro começa sempre uma semana antes do jogo. Havíamos goleado o Botafogo por 4 a 0, enquanto o time azul havia levado 3 a 0 do Vasco e a Massa se empolgou. Quando entramos no estádio, o jogo já havia começado. Fomos o mais rápido possível para os acessos da arquibancada. O primeiro estava absolutamente abarrotado. O segundo também. Assim como o terceiro. Resolvemos tentar ali mesmo. Uma multidão selava a saída para as arquibancadas e só conseguíamos imaginar o que acontecia no campo pela reação da torcida. Para nossa sorte, o primeiro terminou em um incômodo 0 a 0. O intervalo foi providencial para que pudéssemos encontrar uma posição que nos permitia, enfim, vislumbrar o gramado e as arquibancadas.

Ah, as arquibancadas. O lado de lá, o lado azul, como de costume era bem menor e ainda era possível perceber espaços vazios entre eles. Mas o lado de cá, o lado alvinegro, estava espetacular. Não se via espaço entre as camisas listradas. Não se percebia um só atleticano que não confiasse que o segundo tempo seria nosso. Havia uma eletricidade quase tangível no ar.

Eis que apita o homem de preto e começa o segundo tempo. Correria, chances, uhs e decepção. Com dois gols de um Alex inspirado, o time azul pula saltita na frente. 2 a 0. Por volta dos 40 minutos, alguns atleticanos já haviam deixado o estádio. A maioria continuava lá. Apreensiva, esperançosa. Aos persistentes, a recompensa dos Deuses do Futebol. 41 minutos de jogo e falta na entrada da área celeste. Ramon Menezes, especialista em bolas paradas, se apresenta. A cobrança foi perfeita, conforme o manual. Gol! Minha reação, paralela ao êxtase natural provocado por um gol do Galo, foi xingar, dizendo que era tarde e já não adiantava mais nada. Mas o jogo não havia acabado. E alguns torcedores, que já estavam nas escadas, começaram a voltar. O Galo não parou de acreditar e foi pra cima. A Massa foi junto. Gargantas atingiam seus limites para empurrar os jogadores e a bola para mais perto da meta adversária. E de tanto empurrar, ela entrou. Em uma jogada típica de um time que acredita em todas as jogadas e uma torcida que acredita em todos os milagres, a bola resistiu um pouco à idéia de beijar as redes. Mas só até encontrar os pés dele: Marques. O bate-rebate acabou com um toque sutil do ídolo da Massa que fez a pelota rolar mansa até o fundo do gol.

APOTEOSE. Nada mais descreve o momento. Gritos insanos, abraços em desconhecidos, pés que não tocam o chão. Loucura. Foi assim a comemoração do empate, que só veio aos 46 do segundo tempo. E podia ter acabado aí. Mas os outros descrentes que ainda estavam nas dependências do Mineirão voltaram apressadamente às arquibancadas ao ouvir os brados da Massa. Será que viraríamos? Poderíamos. Mas aqueles mesmos Deuses que nos brindaram com um empate heróico, nos ceifaram uma virada epopéica. Os mesmos centímetros que foram generosos para que a bola de Marques cruzasse a linha do gol, foram cruéis ao não permitir que a bola chutada da entrada da pequena área pelo Alexandre estufasse a rede. Muitos até hoje dizem que se aquela bola entrasse, o Mineirão teria desabado.

Fato é que o empate teve sabor de vitória. O caminho de volta pra casa foi embalado pelos sons da Massa. As imagens do jogo estão gravadas nas retinas e mentes atleticanas. O Galo foi, em 90 minutos, o que prega seu hino: forte e vingador.

Fábio Cosenza é amigo do Manel e me lembrou de um jogo que eu perdi porque estava trabalhando, com o ingresso na mão.

o que o Fábio viu e eu perdi:



Atlético x Vitória – Camp. Brasileiro de 2009
28 Outubro 2009, 8:01 pm
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os fantasmas dos campeonatos passados

não sei o que me deixou mais tenso no sábado: a longa turbulência entre Ilhéus e BH ou aquela bola do jogador do Vitória que rolou na linha do gol e saiu.

de susto em susto, dizem por aí que só faltam 7 adversários até a taça. eu, desconfiado que só, acho que falta pelo menos mais um: o combinado dos fantasmas que o Galo e seu comandante colecionaram ao longo dos anos. passando por esse time, a taça de campeão brasileiro volta pra casa.

como passar? bom, tá na hora de segurar os fantasmas de 99 e 76 que, como dois atacantes ensaboados que só, escaparam na última hora.

desarmar os cerebrais fantasmas de 85 e 97, capazes de criar o complexo de que o Galo, quando precisa ganhar, pode falhar até contra times de menor expressão.

passar pela dupla de volantes 2004 e 2005 e recuperar o prestígio e o respeito abalados.

superar a terrível dupla 80 e 81, dois zagueiros botinudos que insistem em nos lembrar que, por mais que as pancadas doam – e como os erros dos juízes ainda doem – não adianta pagar de vítima. tem que passar por cima.

evitar os ataques pelos flancos de 97 e 2001, tinhosos, com suas teorias da conspiração de esquema Parmalat e de que até a chuva trabalha pro eixo Rio-São Paulo vencer. sem essa, vamos parar de bobagem.

depois, é só furar a meta do fantasma de 2008, este de propriedade de um certo Celso Juarez Roth. como um bom goleiro, ele tem o poder de fazer o Sêo Celso tomar sempre a pior decisão quando está na cara do gol. e até hoje o gaúcho não conseguiu vencê-lo.

o tal time pode até ser de outro mundo. mas o nosso tem mostrado que também é.

e podem secar, não acreditar, desprezar e até mesmo rir por antecipação, certos de que um fantasma desse vai nos vencer. a massa que empurra contra qualquer equipe não vai negar seu apoio logo contra essa.

EXORCIZA ELES, GALO!

ghostbusters-logo

who you're gonna call?



Náutico x Atlético – Camp. Brasileiro de 2009
21 Setembro 2009, 1:41 pm
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quando gira o mundo (ou: como me tornei um colunista de notas depois de um jogo sem nada digno de nota)

- calor extremo = preguiça. preguiça = notas.

- estamos de volta ao G-16.

- no primeiro turno, a essa hora, eu tava bem mais animado.

- anota aí: Celso Roth nunca será um técnico vencedor porque não gosta de vencer. é pessoal.

- não dá pra manter o otimismo (e, muitas vezes, o bom humor) com o ex-bigodudo de técnico.

- o lado bom é que parece que não somos mais um desses time-escada, eternos candidatos à Série B, e  seguimos no bom caminho. até segunda ordem.

- há um ano atrás, o incauto torcedor de QUALQUER time me diria: quem empata com o Atlético Mineiro não pode pensar em título. e eu não poderia dizer nada. hoje, eu é que digo: quem empata com o Náutico não pode pensar em título. e, cá entre nós, os timbus não podem dizer nada. melhorou, mas…

- …um time só ganha – ou recupera – o respeito aproveitando a má fase dos outros. feito o Grêmio que deu um sacode no Flu pra mostrar logo quem é que manda. o Galo ainda tem muito respeito pra recuperar. e não vai ser empatando com o Náutico que vai conseguir.

- a boa notícia é que ainda dá tempo. é só ganhar de São Paulo, Palmeiras, Inter, Flamengo, Corinthians e Cruzeiro. isso vai trazer o título, o respeito e, se bobear, até o Kafunga de volta.

- no mais, Deus salve o América. agora, o Ipatinga tem um adversário à altura na segundona. meu pai tava lá e, quem sabe, um dia vai contar como foi.

- por falar na B, ouvi dizer que o Chico está compondo uma guarânia em parceria com Arthur Moreira Lima e Evandro Mesquita. aguardemos.

- e, como nota de rodapé, o Hélio dos Anjos revelou que não trabalha com homossexual. é que onde se ganha o pão não se come a carne.

"o enredo é bom, mas eu nõa entendi bem o título." - Celso Roth

"o que salva o filme é aquele empate no final." - Celso Roth, crítico de cinema



Atlético x Avaí – Série B de 2006
4 Setembro 2009, 9:44 pm
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futebol é só uma desculpa

out.2006 – vésperas do segundo turno das eleicões para presidente. antes do jogo, duas bandeiras do PT estavam no meio da arquibancada do jogo Atlético x Avaí, pelo Brasileirão da Série B. pouco tempo depois, dois policiais militares aparecem e tiram as bandeiras do meio da torcida. é democrático ou não?

fev. 2009 – o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, repete o referendo que decidiria se ele poderia concorrer quantas vezes quisesse à reeleição. em 2007, o povo disse não. em 2009, disse sim. agora, Chávez pode concorrer infinitas vezes. é democrático ou não?

ago. 2009 – o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, aprova no Congresso – formado por representantes do povo – a lei que permite que ele se reeleja pela segunda vez. é democrático ou não?

jul. 2009 – o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, pretendia fazer um referendo que também poderia permitir sua reeleição. poucos meses antes, os militares depuseram Zelaya em nome da preservação da Constituição do país. é democrático ou não?

fev. 1997 – no Brasil, mesmo sob suspeitas de compras de votos que nunca foram investigadas, o Congresso Nacional – também formado por representantes do povo – aprova a emenda da reeleição de FHC. é democrático ou não?

jun. 2009 – sob fortes supeitas de fraude, Mohammed Ahmadinejad vence a eleição do Irã. depois de vários protestos e muita violência contra os manifestantes, o Conselho dos Guardiães aprova o resultado da eleição e o presidente assume. é democrático ou não?

nov. 2000 – sob fortes suspeitas de fraudes, George W. Bush vence a eleição dos Estados Unidos. depois de vários protestos dos adversários e pedidos de recontagem, a Suprema Corte aprova o resultado da eleição e o presidente assume. é democrático ou não?

democraticamente – creio eu, deixo a caixa de comentários aberta.

si, lo del globo ya lo sabia. pero, ¿quanto salió el partido?

"si, lo del globo ya lo sabia. pero, ¿como salió el partido?"



Pelada de Segunda – Quadra do Água Viva
11 Agosto 2009, 8:34 pm
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hao! dessa vez, o comentarista do MNNL é o Marcelo Henrique, vulgo Tayná. apita, índio:

Atuações

Por Tayná

Bom, pra começar, esse negócio de dar nota acho extremamente constrangedor. Quem tem autoridade para julgar os outros? Sobretudo num campo – sem trocadilho – em que todos nós estamos sujeitos a todas as falhas e acertos possíveis, por se tratar de uma atividade de lazer. E sendo lazer, o único julgamento possível é dizer : se se divertiu ou não. E aí sim, se não se divertiu, já errou . . .

Mas como foi acordado entre todos este rodízio desabonador,  vai lá . . .  assumo minha responsabilidade e peço desculpas aos colegas pela sinceridade e pela falta de humor de minha parte.

Leo Trevas – 6,0. Acho que, como os outros nobres colegas,  foi acometido pelo mal da pontaria desgramada. E acho também que sua nota  foi influenciada pelos comentários incessantes do Sacha de que o “rapaz não passa a bola” (logo quem . . . ). Porém é um filho do demo quando parte com a bola dominada para cima dos adversários. Mas também foi sacrificado no posicionamento tático, jogando fora de sua posição ideal.

Sacha – 6,0 . Surpreendeu mostrando uma desconhecida autoridade para jogar na zaga e no gol. Não decepcionou nestas posições, fazendo defesas incríveis, com boa saída de bola e me estimulando  a dizer que ele deveria repensar seu posicionamento tático. Na posição de atacante, já teve dias mais frutíferos. Mas mostrou oportunismo e inteligênca nas tabelas com os companheiros, mesmo tendo feito menos gols que o Gambito.

Pina – 6,0. Deve ser o mais afetado pela convivência com Gambito, pois há duas semanas que seu futebol vem apresentando uma suave queda. Apesar da conhecida eficiência na marcação e no posicionamento tático, não conseguiu se desvencilhar da marcação aguerrida de gambitovs e por isso teve pequena participação ofensiva e na armação, apesar do belo gol. Por isso continua sendo o professor.

Egg – 7,0. Não se houve como o tradicional filho do demo. Estava apenas o filhinho do capetinha, ontem. Também foi acometido pelo mal da pontaria desgramada, e deu azar em quase todos os companheiros dos times com quem jogou. Apesar dos gols, não meteu nenhuma caneta, o que lhe fez perder meio ponto na nota.

Marcelo Liquinho – 6,5. Não apresentou a regularidade tradicional, alternando altos e baixos. Apesar dos gols marcados, cansou rápido ou perdeu rápido a paciência com Gambito – o que é mais provável. Mas não chegou a enterrar o time. Também sofreu com a gripe da má pontaria desgramada.

Tainá – 5,0. Seu futebol caiu muito depois que passou a jogar sem o uso de substãncias psicotrópicas e entorpecentes, o que fez a torcida estender a faixa “Legalize it”. Correu demais no início, sem necessidade, e cansou demais quando precisava correr. Precisa se achar em campo, ou então achar alguma coisa para fazer no campo, ou achar alguma coisa no campo, nem que seja uma corrrentinha ou um relógio. Apesar de  várias bolas nas costas, sua nota não foi pior porque conseguiu salvar algumas. Perdeu gols incríveis.

Gui Wol – 9,0. Sua melhor apresentação de todos os tempos na pelada, terminando sem levar um gol sequer. Só não ganhou um dez porque . . . porque . . . bem, porque ele tava machucado e não jogou . . .

Marden – 8,0. Sem outro goleiro para competir, nadou de braçadas. Fez grandes defesas e não tomou nenhum peru. Sua nota não foi maior porque vacilou algumas vezes na saída do gol, levando gols que poderiam ter sido salvos. Mas o saldo foi positivo, e teve menos pesadelos pois não jogou contra Gambito, seu eterno “Jason”.

Chubes – 7,5. Lembrou o Marquinhos Paraná. Eficiente na marcação, preciso na saída de bola, sua nota não foi maior porque cansou depressa e teve a pontaria prejudicada pela já famosa gripe que assolou a todos na pelada. Ou seja, lembrou o Marquinhos Paraná

Márcio – 6,5. Visivelmente sem ritmo de jogo, ajudou mais que atrapalhou. Apesar das semanas inativo, mostrou que não esqueceu o que sabe fazer : cortar para a direita e correr. Por isso marcou vários gols. Mas depois que a turma lembrou quem ele era, caiu de produtividade. Para a próxima semana provavelmente seu rendimento deve subir.

Deny – 6,0. Não mostrou sua tradiconal pontaria certeira nem os dribles secos e desconcertantes. E muito menos se debulhou em gargalhadas com as jogadas bisonhas de Gambito ou os comentários inspirados do Pina. Realmente, irreconhecível em campo.

Gambito – 2,0.  Voltou a apresentar aquele velho futebol que todos conhecem e que o consagrou. Ou seja, não jogou nada. Mas pelo menos  não se aventurou a fazer suas jogadas que não dão certo nunca, foi implacável na marcação do professor e até conseguiu dar DOIS passes certos. Isso mesmo, DOIS passes certos, e ainda fez DOIS GOLS. Um assombro. Por isso a nota DOIS, para mostrar sua sintonia na noite de ontem.

Gambito, este naïf do futebol-arte

este naïf do futebol-arte



Pelada de Segunda – Quadra do Água Viva
6 Agosto 2009, 11:56 am
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a crítica tarda mas não falha. e, desta feita, o verdugo ludopédico do MNNL é o nosso amigo Egg.

Atuações

Por Henrique Egg

Gostaria de agradecer a oportunidade de fazer parte do grupo seleto da pelada de segunda. Estamos evoluindo no quesito amizade, mas o futebol vai ficar “de segunda” durante um bom tempo ainda. Não gosto de julgar ninguém, ainda mais dando notas. Para mim todos deveríam ganhar nota máxima pela camaradagem e mínima pelo futebol. Entretanto, entrei na brincadeira e deixo pra vocês o meu parecer da pelada passada. Um abraço grande a todos. E viva o futebol. Bonito, feio, jogado, discutido, divertido, estressante. Do jeito que for, viva o futebol.

Gambitão – 7,0. Mostrou disposição, marcou bastante e se apresentou no ataque quando sua equipe mais precisou. Foi responsável por ganhar uma partida nos últimos segundos.

Leo Trevas – 6,5 + 8,5. Sendo 6,5 para o futebol e 8,5 para o Jiu-jitsu. Sabe jogar, mas é cheio de firulas quando não precisa e usa as mão para levar proveito nas jogadas, tanto de ataque quanto de defesa.

Sacha – 7,0 pro ataque, 5,0 pra defesa. Sua potente esquerda sempre marca presença, sua marcação sempre falta presença. Mas este é o Sacha.

Pina – 6,0. Caiu um pouco de produção em relação a semana passada onde jogou bem, fez gol e marcou muito. Nesta pelada ele parecia um pouco apático, falou pouco e não orientou o time.

Egg – 8,5. O preparo está caido, se percebe na marcação. Mas sempre é um perigo e adepto ao joga bonito, vai pra cima dos adversários com objetivo e faz a diferença no time. Muitas vezes é incompreendido por usar o drible como ferramenta de ultrapassagem de seus marcadores. Nesta segunda contabilizou 2 canetas. Uma pra esta pelada e outra pra segunda passada que ficou devendo.

Marcelo Liquinho – 7,5. Já esteve melhor, mas já esteve pior também. Sua média foi mostrada em jogo. Marcou bastante, mas nem sempre foi eficaz, apoiou quando precisou e ajudou seu time. Arrematou a gol várias vezes com potência, mas esbarrou em um Marden inspirado.

Tainá – 7,0. Corre muito e tem abilidade, mas muitas vezes corre tanto que não sabe muito bem pra onde. Marcou um belo gol deixando o Marden deitado em um rebote.

Gui Wol – 7,5. Fez o que podia e quando podia. Dentro de suas limitações jogou bem. Melhorou com os dois olhos funcionando.

Marden – 6,0. Média. Salvou bolas impressionantes, mas sofreu pirus impressionates também. Dois fatais que eu me lembro. Uma saída de bola que ele tentou salvar, mas jogou nos pês do Sacha e um chute do Marcelo Branquinho no cantinho da trave. Este chute foi despretencioso, apesar de bem colocado foi de muito longe. O Marden não teve confiança no braço machucado e deixou entrar. As duas bolas custaram partidas.

Chubes – 8,0. Nato marcador. Se apresentou bem no ataque quando foi solicitado. Mas nem sempre consegue se lembrar que o Sacha só tem perna esquerda e que marcando ela fica mais fácil.

Gambito – 0,5 + 9,0. Sendo 0,5 para o futebol e 9,0 para os sorteios das tampinhas, onde ganhou todos. E olha que foi até humilde para perdir para sair quando estava cansado. Sua única falha foi o futebol, por isso apenas 0,5. Sugiro que semana que vem ele fique apenas brincando com as tampinhas e deixe o futebol de lado.

...

...



Pelada de Segunda – Quadra do Água Viva
21 Julho 2009, 11:31 am
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hoje, quem comenta o que aconteceu de melhor (sic) no Monday Night Naked Lady sou eu mesmo. só queria poder fazer como o pessoal do Sportv e ir tomar uma no Bracarense depois de abusar do salutar exercício da picaretagem.

Atuações

Por Chubes

Gui Woll – 6,5
pegou melhor com um olho só do que com os dois.

Gambitão – 8,5
faz como goleiro o que seu irmão mais famoso faz tão bem no ataque: evita que a bola entre no gol. nem aquele peru comprometeu.

Egg – 9
só tem que perder essa mania feia de passar a bola debaixo das pernas dos coleguinhas.

Trevas – 6,5
um pouco apagado. talvez tenha sofrido alguma grande desilusão, recentemente.

Chubes – 6
o mesmo futebolzinho nota 6. apesar daquele lindo gol, num lance de rara frieza, tirando do goleiro enquanto esse ficava deitado no chão. um primor.

Pina – 5,5
o de sempre. de qualquer forma, fez um belo discurso no final, que valeu mais meio ponto na nota.

Dario – 5,5
correu. chutou. correu. chutou. correu. chutou.

Sacha – 7
o polêmico Sacha fez gols e deu até carrinho. mas o que ele fala não vale nada.

Tainá – 6
o polêmico Tainá correu e deu trancos como uma manada de porcos do mato desgovernados pela floresta. mas ontem os deuses não estavam muito do seu lado.

Tiago – 6
não comprometeu. inclusive a integridade física dos demais.

Gambito – 1,5
pela movimentação, 8. não porque tenha ocupado bem os espaços, mas porque esse é o formato do movimento que ele faz enquanto corre pelo campo, independente de onde esteja a bola. pelo resto, -6,5. é só fazer a conta.

Zé Maria (pai do Gambito) – 10
quem assistiu a duas peladas do Gambito na mesma semana merece.

Frango a Passarinho do Chopp da Fábrica – 1,5
já teve dias melhores.

o alimento dos campeões

o alimento dos campeões



Treino do Cantagalo – A Ilha, Bairro São Bernardo
17 Julho 2009, 7:57 pm
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Solo Sagrado.

Por Denilson Gambito.

Um sol latejante, casas amontoadas, um mosaico cinza-chão, laranja-tijolo e madeira.

Cheiro quente, becos abafados, mil portas, janelas, gente. No céu, pipas em vôos rasantes colorem um espaço hora cortado por fios de “gato” elétrico em meio a telhados, parabólicas.

O som contínuo dos ruídos urbanos é de forma brusca interrompido pelos gritos da molecada insana atrás de uma bola feia, oval, surrada, num chão batido liso – terra – a camisa amarela do Cantagalo, time do coração, já quase sem cor.

Bem vindo à favela: mil casas em torno de um terreno retângulo. O caos acontecendo, violência, miséria, fome e, bem ali no centro da comunidade, um solo sagrado abriga o mais brasileiro dos esportes, o campo dos sonhos, o futebol.

Ali casas caem, se erguem, ruas se abrem, pessoas nascem e morrem, mas no campo de terra não se mexe, é uma mesquita voltada para a Meca do futebol – O Maracanã talvez? Não se sabe, mas aqueles moleques franzinos quando ali estão chutando sua bola se transformam em Ronaldos, Zicos, Maradonas, pelezinhos …reis. Pequenos príncipes.

Pessoas que durante a semana são apenas pessoas tornam-se, ao pisar nesse quadrado mágico, famosos, poderosos, artilheiros implacáveis. Disputados pelo seu prestígio, pelo seu carisma, o centro da mesa redonda, a resenha do morro.

A Dona senhora sessentona morena, robusta, cabelos prateados, rainha da simpatia, prepara a feijoada de domingo para o time local. Mora ao lado do bar onde são exibidos os troféus do Cantagalo, glorioso invencível time imortal.

demarcação de território

demarcação de território



Cruzeiro x Estudiantes – Final da Libertadores 2009
16 Julho 2009, 12:44 pm
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bonito isso:

SOCCER-LATAM/LIBERTADORES20_efe

Juan Sebastian Verón joga no Estudiantes.

Juan Sebastian Verón é filho de Juan Ramón Verón, outro jogador do Estudiantes – um dos principais jogadores dos três títulos da Libertadores que os Pincharratas conquistaram, em 68, 69 e 70. e autor de gols importantes.

Juan Sebastian Verón tem o apelido de La Brujita, porque seu pai era La Bruja.

Juan Sebastian Verón nasceu, cresceu e começou a jogar bola dentro do Estudiantes.

Juan Sebastian Verón rejeitou contratos e muito dinheiro por causa de um sonho: repetir seu pai, no seu clube do coração. e depois o Ronaldo que é bacana.

Juan Sebastian Verón é, ao mesmo tempo, fã e ídolo de um clube. o sonho de todo garoto.

Juan Sebastian Verón foi o melhor em campo, no Mineirão.

Juan Sebastian Verón caiu no gramado, aos prantos, depois do apito final.

Juan Sebastian Verón é campeão da América.

congratulaciones, Brujita.

por favor, não tomem como gozação mesquinha o que é merecida homenagem.