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Viola e Pé-Murcho
segundo tempo. 3 a 0 pro Atlético. um gaiato na arquibancada do Independência grita pro Renato Pé-Murcho, centroavante aposentado e técnico do Guarani:
- ô, Renato! entra lá no ataque! você tá mais fininho e joga mais que o Viola.
o bom do Independência é isso: ele escutou. ouviu, olhou pro gaiato e, resignado, soltou um sorrisinho maroto e deu de ombros, como quem diz: “o que se pode fazer?”
e o Viola aí, até hoje.
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chubes XI
chegou a hora de brincar de eleição da FIFA. aí vão os meus escolhidos, com justificativas.
Seleção do Brasil
G: Fábio – Ceni, Marcos e Vítor são muito bons. mas o goleiro azul-danoninho fez misérias.
LD: Jonathan – não gosto muito, mas falta opção. pelo menos este ano, não vi nada demais no Vítor do Goiás ou no Léo Moura do Flamengo.
Z: Chicão – principalmente pelo primeiro semestre.
Z: Ronaldo Angelim – pelo segundo semestre, substituindo o Fábio Luciano como líder da zaga e até fazendo gol de título.
LE: André Santos – outra posição carente, outro que não gosto muito. mas jogou demais na Copa do Brasil.
V: Guiñazu – não sei de outro volante de contenção argentino que jogue tanto hoje em dia. ojo, Maradona.
V: Ramires – cada arrancada é um Deus-nos-acuda.
M: Diego Souza – joga bola demais. basta.
A: Diego Tardelli – 39 gols num ano.
A: Adriano – o primeiro gol, contra o Atlético-PR, em que ele atrasou pouco a corrida pro zagueiro passar direto e ele cabecear livre, já mostrou o quanto ele ia sobrar.
A: Ronaldo – pelos gol decisivos.
T: Mano Menezes – o Corinthians, quando quis jogar, jogou muito. e com um elenco nem tão bom assim.
Seleção do Mundo
G: Buffon – Júlio César pegou tanto quanto durante o ano. a história desempata.
LD: Dani Alves – sou fã.
Z: Piqué – Puyol que me desculpe, mas o bom naquela defesa é o outro.
Z: Terry – já faz tempo, o melhor beque do mundo.
LE: Evra – discreto. aí, quando você menos espera, já era.
V: Xavi – ficou com a vaga de Fábregas, por pontos.
V: Verón – nem os Kirchner mandam tanto em La Plata.
M: Cristiano Ronaldo – dessa vez, não levou a Champions League. mas jogou demais. ouvi dizer que Felipe Melo já não dorme.
M: Leo Messi.
A: Ibrahimovic – o atacante mais completo do mundo, que ironicamente não jogará a Copa de 2010. ficou no lugar de Drogba, e só não foi companheiro dele porque resolvi fazer uma singela homenagem a…
A: Palermo – aquele gol no finalzinho pela Argentina contra o Peru resume seu ano épico. individualmente, claro, porque seu time encalhou nas docas de La Boca.
T: Pep Guardiola – ofensivo, virtuoso e vencedor. tudo que Arséne Wenger poderia ter sido, não fosse o Barcelona.
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o bom, o mau e o feio
comecemos pelo feio. porque foi muito feio.
não tem jeito. Celso Roth – que seja a última vez que escrevo esse nome – perdeu o fôlego mais uma vez. o técnico que monta times bons (???) mas previsíveis deveria ser condenado a ouvir todos os gritos que ficaram entalandos em milhares de gargantas ao longo de seus trabalhos.
pelo menos, acabou. o que nos leva ao mau. porque ele é muito mau.
a não ser quando fala aquele espanhol castíssimo, Luxa não é um homem de meias palavras. bateu, levou. o sujeito é marvado. pra não dizer coisa pior. e que ele é uma aposta arriscada até o Alex Escobar sabe. mas dizer que “ele tem que provar que vale isso” é demais. quem tem que provar que vale alguma coisa é aquele senhor cujo nome escrevi pela última vez no parágrafo anterior. Luxemburgo já provou que vale isso. se vai dar certo ou não, é outra história.
cá comigo, a combinação de time e técnico, os dois precisando reencontrar um caminho, é promissora (otimismo incorrigível na alta). no mínimo, já tem muita gente querendo jogar no Galo só por causa dele. e não vamos tapar o sol com o coador: o Galo precisa disso.
mas e o bom? como Clint Eastwood no filme, esse herói permanece sem nome. aguardemos.
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o grito dos excluídos
em homenagem a C. J. Roth.
ufa, perdemos mais um título. é menos um fardo pesado de glórias para carregar. estamos cada vez mais livres da necessidade de continuar grandes e vencedores. demos mais um passo importante rumo à salutar mediocridade.
essa obrigação de ganhar título todo ano, senão entra na “fila”, é um saco. é que tem muito pouca coisa em disputa pra tanto time. tirando a cota de 3 títulos/ano do São Paulo, sobram 1 ou 2 a serem disputados por 10 ou 15 equipes.
vejam os argentinos. eles podem andar apanhando quando o assunto é influência regional, imprensa golpista ou seleções comandadas por ex-jogadores mas, quando o assunto é distribuição de títulos, eles é que deviam ser os modelos.
os argentinos têm 2 campeões nacionais por ano, o do Apertura e o do Clausura. um título a mais, num país que tem tantos candidatos quanto o nosso, faz muita diferença. no Brasileirão, poderia ser a salvação.
olha a lista dos últimos campeões argentinos, desde 2003 (ano do primeiro Brasileirão por pontos corridos):
2003 – River (Clausura) e Boca (Apertura)
2004 – River (Clausura) e Newell’s (Apertura)
2005 – Vélez (Clausura) e Boca (Apertura)
2006 – Boca (Clausura) e Estudiantes (Apertura)
2007 – San Lorenzo (Clausura) e Lanús (Apertura)
2008 – River (Clausura) e Boca (Apertura)
2009 – Vélez (Clausura)
foram 7 campeões diferentes contra apenas 4 no Brasil (Cruzeiro, Santos, Corinthians e São Paulo). e o maior candidato a ganhar o Apertura 2009 é o Banfield, enquanto aqui corremos o risco de tirar outra figurinha repetida do pacotinho.
nos últimos 10 anos, até Racing e Independiente, os dois clubes de Avellaneda, com seus passados gloriosos e realidades medianas, levantaram o caneco. o Racing, depois de 30 anos.
sem-taças do mundo, uni-vos! vamos começar a campanha por dois títulos brasileiros ao ano. seu time merece essa taça. mesmo sabendo que quem vai levar é o São Paulo.
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o do cabelinho de surfista negociou feito um executivo pra completar a turma.
o jogador que faltava foi festejado feito um velho amigo, mas acho que ninguém sabia nem o nome dele.
o gordinho, como sempre, ficava no gol.
o mais novo, como sempre, ficava no outro.
torcedor podia tomar cerveja. e eu faria uma hola por causa disso, não fosse a preguiça.
a lateral do campo era o mar. daí pra lá começava o pólo aquático.
bambu servia de trave. dois em um era falta. bola dividida era da defesa. gol era gol.
e cada tempo durava uma eternidade, que é a medida de tempo oficial da Bahia.
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Atlético-MG 2×2 Cruzeiro
Por Fábio Cosenza
Tenho certeza que, ao ler o título acima, muitos atleticanos já sentiram aquele arrepio que percorre a espinha, passa pela alma e acaba em um sorriso. Já se lembraram de como é estranho não sentir seus pés no chão (literalmente) enquanto se comemora loucamente um gol improvável. Já pensaram: “Se aquela bola do Alexandre entra, o Mineirão tinha caído”. Para os que não estiveram lá, ou não se lembram bem, escrevo a história que se segue.
O dia era 6 de outubro de 2001. Seria uma tarde quente de domingo comum, se não fosse dia de Clássico. Aliás, teria sido uma semana comum, se não fosse semana de Clássico. Atlético x Cruzeiro começa sempre uma semana antes do jogo. Havíamos goleado o Botafogo por 4 a 0, enquanto o time azul havia levado 3 a 0 do Vasco e a Massa se empolgou. Quando entramos no estádio, o jogo já havia começado. Fomos o mais rápido possível para os acessos da arquibancada. O primeiro estava absolutamente abarrotado. O segundo também. Assim como o terceiro. Resolvemos tentar ali mesmo. Uma multidão selava a saída para as arquibancadas e só conseguíamos imaginar o que acontecia no campo pela reação da torcida. Para nossa sorte, o primeiro terminou em um incômodo 0 a 0. O intervalo foi providencial para que pudéssemos encontrar uma posição que nos permitia, enfim, vislumbrar o gramado e as arquibancadas.
Ah, as arquibancadas. O lado de lá, o lado azul, como de costume era bem menor e ainda era possível perceber espaços vazios entre eles. Mas o lado de cá, o lado alvinegro, estava espetacular. Não se via espaço entre as camisas listradas. Não se percebia um só atleticano que não confiasse que o segundo tempo seria nosso. Havia uma eletricidade quase tangível no ar.
Eis que apita o homem de preto e começa o segundo tempo. Correria, chances, uhs e decepção. Com dois gols de um Alex inspirado, o time azul pula saltita na frente. 2 a 0. Por volta dos 40 minutos, alguns atleticanos já haviam deixado o estádio. A maioria continuava lá. Apreensiva, esperançosa. Aos persistentes, a recompensa dos Deuses do Futebol. 41 minutos de jogo e falta na entrada da área celeste. Ramon Menezes, especialista em bolas paradas, se apresenta. A cobrança foi perfeita, conforme o manual. Gol! Minha reação, paralela ao êxtase natural provocado por um gol do Galo, foi xingar, dizendo que era tarde e já não adiantava mais nada. Mas o jogo não havia acabado. E alguns torcedores, que já estavam nas escadas, começaram a voltar. O Galo não parou de acreditar e foi pra cima. A Massa foi junto. Gargantas atingiam seus limites para empurrar os jogadores e a bola para mais perto da meta adversária. E de tanto empurrar, ela entrou. Em uma jogada típica de um time que acredita em todas as jogadas e uma torcida que acredita em todos os milagres, a bola resistiu um pouco à idéia de beijar as redes. Mas só até encontrar os pés dele: Marques. O bate-rebate acabou com um toque sutil do ídolo da Massa que fez a pelota rolar mansa até o fundo do gol.
APOTEOSE. Nada mais descreve o momento. Gritos insanos, abraços em desconhecidos, pés que não tocam o chão. Loucura. Foi assim a comemoração do empate, que só veio aos 46 do segundo tempo. E podia ter acabado aí. Mas os outros descrentes que ainda estavam nas dependências do Mineirão voltaram apressadamente às arquibancadas ao ouvir os brados da Massa. Será que viraríamos? Poderíamos. Mas aqueles mesmos Deuses que nos brindaram com um empate heróico, nos ceifaram uma virada epopéica. Os mesmos centímetros que foram generosos para que a bola de Marques cruzasse a linha do gol, foram cruéis ao não permitir que a bola chutada da entrada da pequena área pelo Alexandre estufasse a rede. Muitos até hoje dizem que se aquela bola entrasse, o Mineirão teria desabado.
Fato é que o empate teve sabor de vitória. O caminho de volta pra casa foi embalado pelos sons da Massa. As imagens do jogo estão gravadas nas retinas e mentes atleticanas. O Galo foi, em 90 minutos, o que prega seu hino: forte e vingador.
Fábio Cosenza é amigo do Manel e me lembrou de um jogo que eu perdi porque estava trabalhando, com o ingresso na mão.
o que o Fábio viu e eu perdi:
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os fantasmas dos campeonatos passados
não sei o que me deixou mais tenso no sábado: a longa turbulência entre Ilhéus e BH ou aquela bola do jogador do Vitória que rolou na linha do gol e saiu.
de susto em susto, dizem por aí que só faltam 7 adversários até a taça. eu, desconfiado que só, acho que falta pelo menos mais um: o combinado dos fantasmas que o Galo e seu comandante colecionaram ao longo dos anos. passando por esse time, a taça de campeão brasileiro volta pra casa.
como passar? bom, tá na hora de segurar os fantasmas de 99 e 76 que, como dois atacantes ensaboados que só, escaparam na última hora.
desarmar os cerebrais fantasmas de 85 e 97, capazes de criar o complexo de que o Galo, quando precisa ganhar, pode falhar até contra times de menor expressão.
passar pela dupla de volantes 2004 e 2005 e recuperar o prestígio e o respeito abalados.
superar a terrível dupla 80 e 81, dois zagueiros botinudos que insistem em nos lembrar que, por mais que as pancadas doam – e como os erros dos juízes ainda doem – não adianta pagar de vítima. tem que passar por cima.
evitar os ataques pelos flancos de 97 e 2001, tinhosos, com suas teorias da conspiração de esquema Parmalat e de que até a chuva trabalha pro eixo Rio-São Paulo vencer. sem essa, vamos parar de bobagem.
depois, é só furar a meta do fantasma de 2008, este de propriedade de um certo Celso Juarez Roth. como um bom goleiro, ele tem o poder de fazer o Sêo Celso tomar sempre a pior decisão quando está na cara do gol. e até hoje o gaúcho não conseguiu vencê-lo.
o tal time pode até ser de outro mundo. mas o nosso tem mostrado que também é.
e podem secar, não acreditar, desprezar e até mesmo rir por antecipação, certos de que um fantasma desse vai nos vencer. a massa que empurra contra qualquer equipe não vai negar seu apoio logo contra essa.
EXORCIZA ELES, GALO!
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quando gira o mundo (ou: como me tornei um colunista de notas depois de um jogo sem nada digno de nota)
- calor extremo = preguiça. preguiça = notas.
- estamos de volta ao G-16.
- no primeiro turno, a essa hora, eu tava bem mais animado.
- anota aí: Celso Roth nunca será um técnico vencedor porque não gosta de vencer. é pessoal.
- não dá pra manter o otimismo (e, muitas vezes, o bom humor) com o ex-bigodudo de técnico.
- o lado bom é que parece que não somos mais um desses time-escada, eternos candidatos à Série B, e seguimos no bom caminho. até segunda ordem.
- há um ano atrás, o incauto torcedor de QUALQUER time me diria: quem empata com o Atlético Mineiro não pode pensar em título. e eu não poderia dizer nada. hoje, eu é que digo: quem empata com o Náutico não pode pensar em título. e, cá entre nós, os timbus não podem dizer nada. melhorou, mas…
- …um time só ganha – ou recupera – o respeito aproveitando a má fase dos outros. feito o Grêmio que deu um sacode no Flu pra mostrar logo quem é que manda. o Galo ainda tem muito respeito pra recuperar. e não vai ser empatando com o Náutico que vai conseguir.
- a boa notícia é que ainda dá tempo. é só ganhar de São Paulo, Palmeiras, Inter, Flamengo, Corinthians e Cruzeiro. isso vai trazer o título, o respeito e, se bobear, até o Kafunga de volta.
- no mais, Deus salve o América. agora, o Ipatinga tem um adversário à altura na segundona. meu pai tava lá e, quem sabe, um dia vai contar como foi.
- por falar na B, ouvi dizer que o Chico está compondo uma guarânia em parceria com Arthur Moreira Lima e Evandro Mesquita. aguardemos.
- e, como nota de rodapé, o Hélio dos Anjos revelou que não trabalha com homossexual. é que onde se ganha o pão não se come a carne.
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futebol é só uma desculpa
out.2006 – vésperas do segundo turno das eleicões para presidente. antes do jogo, duas bandeiras do PT estavam no meio da arquibancada do jogo Atlético x Avaí, pelo Brasileirão da Série B. pouco tempo depois, dois policiais militares aparecem e tiram as bandeiras do meio da torcida. é democrático ou não?
fev. 2009 – o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, repete o referendo que decidiria se ele poderia concorrer quantas vezes quisesse à reeleição. em 2007, o povo disse não. em 2009, disse sim. agora, Chávez pode concorrer infinitas vezes. é democrático ou não?
ago. 2009 – o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, aprova no Congresso – formado por representantes do povo – a lei que permite que ele se reeleja pela segunda vez. é democrático ou não?
jul. 2009 – o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, pretendia fazer um referendo que também poderia permitir sua reeleição. poucos meses antes, os militares depuseram Zelaya em nome da preservação da Constituição do país. é democrático ou não?
fev. 1997 – no Brasil, mesmo sob suspeitas de compras de votos que nunca foram investigadas, o Congresso Nacional – também formado por representantes do povo – aprova a emenda da reeleição de FHC. é democrático ou não?
jun. 2009 – sob fortes supeitas de fraude, Mohammed Ahmadinejad vence a eleição do Irã. depois de vários protestos e muita violência contra os manifestantes, o Conselho dos Guardiães aprova o resultado da eleição e o presidente assume. é democrático ou não?
nov. 2000 – sob fortes suspeitas de fraudes, George W. Bush vence a eleição dos Estados Unidos. depois de vários protestos dos adversários e pedidos de recontagem, a Suprema Corte aprova o resultado da eleição e o presidente assume. é democrático ou não?
democraticamente – creio eu, deixo a caixa de comentários aberta.
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hao! dessa vez, o comentarista do MNNL é o Marcelo Henrique, vulgo Tayná. apita, índio:
Atuações
Por Tayná
Bom, pra começar, esse negócio de dar nota acho extremamente constrangedor. Quem tem autoridade para julgar os outros? Sobretudo num campo – sem trocadilho – em que todos nós estamos sujeitos a todas as falhas e acertos possíveis, por se tratar de uma atividade de lazer. E sendo lazer, o único julgamento possível é dizer : se se divertiu ou não. E aí sim, se não se divertiu, já errou . . .
Mas como foi acordado entre todos este rodízio desabonador, vai lá . . . assumo minha responsabilidade e peço desculpas aos colegas pela sinceridade e pela falta de humor de minha parte.
Leo Trevas – 6,0. Acho que, como os outros nobres colegas, foi acometido pelo mal da pontaria desgramada. E acho também que sua nota foi influenciada pelos comentários incessantes do Sacha de que o “rapaz não passa a bola” (logo quem . . . ). Porém é um filho do demo quando parte com a bola dominada para cima dos adversários. Mas também foi sacrificado no posicionamento tático, jogando fora de sua posição ideal.
Sacha – 6,0 . Surpreendeu mostrando uma desconhecida autoridade para jogar na zaga e no gol. Não decepcionou nestas posições, fazendo defesas incríveis, com boa saída de bola e me estimulando a dizer que ele deveria repensar seu posicionamento tático. Na posição de atacante, já teve dias mais frutíferos. Mas mostrou oportunismo e inteligênca nas tabelas com os companheiros, mesmo tendo feito menos gols que o Gambito.
Pina – 6,0. Deve ser o mais afetado pela convivência com Gambito, pois há duas semanas que seu futebol vem apresentando uma suave queda. Apesar da conhecida eficiência na marcação e no posicionamento tático, não conseguiu se desvencilhar da marcação aguerrida de gambitovs e por isso teve pequena participação ofensiva e na armação, apesar do belo gol. Por isso continua sendo o professor.
Egg – 7,0. Não se houve como o tradicional filho do demo. Estava apenas o filhinho do capetinha, ontem. Também foi acometido pelo mal da pontaria desgramada, e deu azar em quase todos os companheiros dos times com quem jogou. Apesar dos gols, não meteu nenhuma caneta, o que lhe fez perder meio ponto na nota.
Marcelo Liquinho – 6,5. Não apresentou a regularidade tradicional, alternando altos e baixos. Apesar dos gols marcados, cansou rápido ou perdeu rápido a paciência com Gambito – o que é mais provável. Mas não chegou a enterrar o time. Também sofreu com a gripe da má pontaria desgramada.
Tainá – 5,0. Seu futebol caiu muito depois que passou a jogar sem o uso de substãncias psicotrópicas e entorpecentes, o que fez a torcida estender a faixa “Legalize it”. Correu demais no início, sem necessidade, e cansou demais quando precisava correr. Precisa se achar em campo, ou então achar alguma coisa para fazer no campo, ou achar alguma coisa no campo, nem que seja uma corrrentinha ou um relógio. Apesar de várias bolas nas costas, sua nota não foi pior porque conseguiu salvar algumas. Perdeu gols incríveis.
Gui Wol – 9,0. Sua melhor apresentação de todos os tempos na pelada, terminando sem levar um gol sequer. Só não ganhou um dez porque . . . porque . . . bem, porque ele tava machucado e não jogou . . .
Marden – 8,0. Sem outro goleiro para competir, nadou de braçadas. Fez grandes defesas e não tomou nenhum peru. Sua nota não foi maior porque vacilou algumas vezes na saída do gol, levando gols que poderiam ter sido salvos. Mas o saldo foi positivo, e teve menos pesadelos pois não jogou contra Gambito, seu eterno “Jason”.
Chubes – 7,5. Lembrou o Marquinhos Paraná. Eficiente na marcação, preciso na saída de bola, sua nota não foi maior porque cansou depressa e teve a pontaria prejudicada pela já famosa gripe que assolou a todos na pelada. Ou seja, lembrou o Marquinhos Paraná
Márcio – 6,5. Visivelmente sem ritmo de jogo, ajudou mais que atrapalhou. Apesar das semanas inativo, mostrou que não esqueceu o que sabe fazer : cortar para a direita e correr. Por isso marcou vários gols. Mas depois que a turma lembrou quem ele era, caiu de produtividade. Para a próxima semana provavelmente seu rendimento deve subir.
Deny – 6,0. Não mostrou sua tradiconal pontaria certeira nem os dribles secos e desconcertantes. E muito menos se debulhou em gargalhadas com as jogadas bisonhas de Gambito ou os comentários inspirados do Pina. Realmente, irreconhecível em campo.
Gambito – 2,0. Voltou a apresentar aquele velho futebol que todos conhecem e que o consagrou. Ou seja, não jogou nada. Mas pelo menos não se aventurou a fazer suas jogadas que não dão certo nunca, foi implacável na marcação do professor e até conseguiu dar DOIS passes certos. Isso mesmo, DOIS passes certos, e ainda fez DOIS GOLS. Um assombro. Por isso a nota DOIS, para mostrar sua sintonia na noite de ontem.







