Arquivado em: poltrona
os fantasmas dos campeonatos passados
não sei o que me deixou mais tenso no sábado: a longa turbulência entre Ilhéus e BH ou aquela bola do jogador do Vitória que rolou na linha do gol e saiu.
de susto em susto, dizem por aí que só faltam 7 adversários até a taça. eu, desconfiado que só, acho que falta pelo menos mais um: o combinado dos fantasmas que o Galo e seu comandante colecionaram ao longo dos anos. passando por esse time, a taça de campeão brasileiro volta pra casa.
como passar? bom, tá na hora de segurar os fantasmas de 99 e 76 que, como dois atacantes ensaboados que só, escaparam na última hora.
desarmar os cerebrais fantasmas de 85 e 97, capazes de criar o complexo de que o Galo, quando precisa ganhar, pode falhar até contra times de menor expressão.
passar pela dupla de volantes 2004 e 2005 e recuperar o prestígio e o respeito abalados.
superar a terrível dupla 80 e 81, dois zagueiros botinudos que insistem em nos lembrar que, por mais que as pancadas doam – e como os erros dos juízes ainda doem – não adianta pagar de vítima. tem que passar por cima.
evitar os ataques pelos flancos de 97 e 2001, tinhosos, com suas teorias da conspiração de esquema Parmalat e de que até a chuva trabalha pro eixo Rio-São Paulo vencer. sem essa, vamos parar de bobagem.
depois, é só furar a meta do fantasma de 2008, este de propriedade de um certo Celso Juarez Roth. como um bom goleiro, ele tem o poder de fazer o Sêo Celso tomar sempre a pior decisão quando está na cara do gol. e até hoje o gaúcho não conseguiu vencê-lo.
o tal time pode até ser de outro mundo. mas o nosso tem mostrado que também é.
e podem secar, não acreditar, desprezar e até mesmo rir por antecipação, certos de que um fantasma desse vai nos vencer. a massa que empurra contra qualquer equipe não vai negar seu apoio logo contra essa.
EXORCIZA ELES, GALO!
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