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hoje, estréia a primeira coluna semanal do eu tava lá, com as notas da nossa pelada de segunda-feira. a cada semana, um dos jogadores faz a avaliação. e o convite para começar foi muy gentilmente aceito pelo Pina. chora, cavaco!
Atuações
Por Pina
Gui Woll – 7
Tenso demaissss, calado demaissss, precisa falar maissss com a defesa. Falando maissss, melhora a nota.
Leo Trevas – 7
Se não fosse o gritinho escandaloso durante uma das partidas e a canetada desrespeitosa no seu leal marcador, levaria 8.
Chubes – 6
Pode melhorar, precisa chutar mais a gol. Não sei por que a cara tão fechada durante os jogos. É isso que ele entende por jogar sério?
Sacha – 8
A nota seria 6, mas como ele jogou um futebol solidário, atuando tanto no desarme como no ataque, merece um 8.
Marcelo Tainá – 9
Correu feito um antílope. Legítimo representante da Reserva Raposa Serra do Sol. Poderia cortar as unhas.
Marcelo Liquinho – 6
Errou mini passes, errou mini chutes, fez poucos mini desarmes. Não fez suas famosas mini jogadas que o consagraram minicraque.
Pina – 4
Chutou bolas na trave, fez um gol, fez alguns desarmes, mas também deu alguns passes errados. Precisa ficar mais atento, bem mais.
Cássio – 6
É um Lúcio que joga no ataque. Parece que usa um dedal em cada dedão do pé.
Marden – 7,5
Como pode uma pessoa levar tanta bolada e ainda continuar vivo? Parece um pato de parque de diversão.
Gambito – 2
Falta mobilidade, falta agilidade, falta vontade, falta seriedade só não falta amor pelo futebol. Amor não correspondido, claro.
Aluísio Gambitão – 4
Não sei o que está acontecendo, Gambitão está mais pesado, mais lento. Acho que comeu muito vatapá nas férias.
Henrique Egg – 9
Tem o raciocínio muito rápido, marca muito bem e ataca melhor ainda. É um verdadeiro corisco. Deveria ser obrigado a jogar sempre com o Gambito.
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por um fio
começou com um pedido da mulher: ah, não faz a barba, não. tá bonitinho…
apesar das cócegas, ele concordou. além do mais, a barba dava um visual austero, menos garoto. isso devia fazer alguma diferença. mas agora não era hora de pensar no assunto: tinha jogo na tevê.
para sua surpresa, o time ganhou. fora de casa e bem. comemorou e nem pensou na barba.
durante a semana, teve que aparar a barba por causa do trabalho. quando o sábado chegou, o time empatou com um dos piores do campeonato. lamentou sem pensar na barba.
mais uma semana e a barba cresceu. no domingo, o barbudo viu o time ganhar de goleada, novamente fora de casa. bateu o estalo: opa!
outra semana brigado com o barbeiro e o time conseguiu outra vitória, jogando muito bem. agora, era líder do campeonato.
falou com os amigos da superstição. os que torciam para o mesmo time acreditaram. os que torciam para o rival, a princípio, debocharam. acontece que o time seguia ganhando enquanto ele não se barbeava. os poucos tropeços aconteciam sempre que ele aparava a barba. ainda assim, o time continuava líder e vinha a reta final.
nessa hora, não dava pra brincar: que se danem os compromissos profissionais! os companheiros de torcida aderiram à moda, mesmo sabendo que a única barba responsável por tudo aquilo era a dele. os adversários, que antes riam, andavam com máquinas de barbear nas mãos à sua procura. reza a lenda que até contrataram um ninja especialista em navalhas.
antes do último jogo do campeonato, correu o boato que levou a torcida ao desespero. o rapaz havia sido sequestrado. os facínoras teriam levado o barbudo para uma barbearia e a maquininha iria fazer a festa, ao som do hino do adversário – uma verdadeira tortura. diz-se que arrancaram todos os pelos da vítima, um por um. tudo para descobrir o pior: tinham pegado o cara errado.
na festa do título, a cidade parecia a capital de algum país muçulmano.
se Deus quiser, baseado em fatos reais.
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quinta bateria, vira, vira, vira…
o Brasileirão 2009 é um grande boteco.
mal viramos a quinta rodada e tem gente que já tá dormindo, tem gente cambaleando, tem gente em pé mas é só balançar que cai, tem gente que tá caído mas todo mundo sabe que vai levantar, tem gente que aguenta firme. e tem o Galo, o bêbado imprevisível desse copo sujo futebolístico.
o Galo é o terror dos comentaristas esportivos. porque nós, torcedores, não temos a mínima idéia de como o time segue lá, de pé. mas também não temos nada com isso.
imagina como ficam os caras que são pagos pra dizer alguma coisa? desconversam mais que marido quando a mulher pergunta se está gorda. falar o quê?
eu fui ao Mineirão ver o jogo contra o Grêmio. o time praticou o fino do futebol-telemarketing: Welton Felipe não resolve nada e está passando pro Márcio Araujo, que não resolve nada e está passando pro Leandro Almeida, que não resolve nada e está passando pro Thiago Feltri, que não resolve nada e está passando pro Carlo Alberto, até que uma hora cai a ligação. contra o Santo André foi o mesmo futebol gerundista. pensei: esse time já tem a cara do Celso Roth, e ele é feio.
só que, quando você acha que tudo tá perdido, o time começa a jogar muito bem fora de casa, na base do contraataque.
depois das vitórias contra Sport e contra o Paranaense (Atlético só existe um), o Celso já não parece tão feio assim e passamos a imaginar: será que vai? será que o Galo fica em pé até o fim?
eu sigo comemorando e segurando o bebum alvinegro com os olhos. mas, por via das dúvidas, já tomei o Engov do antes e guardei o do depois.

